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    Kujira no Kora wa Sajou ni Utau #1 e #2 – Primeiras Impressões

    Apesar de suas de grandes ressalvas, é de consentir-se que pelo menos em qualidades visuais, Kujira contém seu maior mérito. Há um papel forte por exemplo, nos sombreamentos em hachuras, que reforçam o contexto rudimentar da sociedade arcaica do protagonista Chakuro.

    Embora o aspecto visual do anime corroborar perfeitamente com a trama, há a falha em fornecer textura a ela. A ausência do bom complemento de sonoridade, gera a diluição de qualquer atmosfera.

    Alias, a falta de criação condizente de atmosfera é um dos problemas mais evidentes nessa estreia. Kujira sempre flerta com temas sobre a efemeridade da vida e soledade no drama de seus personagens, porém, nunca transmite o sentimento, sempre oculta a emoção subjacente. Consequentemente, nunca é entendido a aflição destes.

    Isso passa essencialmente, pela mal utilização da trilha, a qual é sempre otimista e pacifica até em situações tensas – final do episodio 2 – e no uso absurdo de narrações explicativas, inteiramente dispensáveis. Até a falha de idealização de espaço da ilha, que presumivelmente era para entregar a noção de claustrofóbica tem sua contribuição.



    [caption id="" align="aligncenter" width="1280"] Sim, o episodio passado reiterou diversas vezes, e 5 segundos atrás Lykos disse a mesma coisa[/caption]

    O ritmo é mal ordenado. Constantemente corrido, não há pausas para contemplação e criação de atmosfera, sempre o intuito da narrativa é jogar o máximo de informações possíveis em tela rapidamente.

    Kujira também peca em seus diálogos convenientes ao roteiro. Um grande exemplo é a conversa do episódio 2 entre Taicha e um rapaz de cabelo vermelho – repare a ineficiência de introdução de personagens quando em 2 capítulos não é dito o nome de um personagem está envolvido diretamente na trama – em que claramente, é percebido a função fornecer detalhes sobre o conselho de anciões. Contudo, a própria explicação não faz sentido, já que os dois já sabem tudo o que está sendo dito.

    Além disso quando a Taicha derruba as escritas Chakuro, a clara intenção é de verbalizar novamente a motivação já estabelecida do personagem principal.







    Apesar de tudo, mesmo com essa narrativa duvidosa, é de se elogiar a criatividade de concepção de mundo. O mar de areia, as ilhas habitadas que funcionam como barcos em constante navegação, até as cidades que lembram civilizações do oriente, tudo é belo e onírico. Infelizmente vemos uma boa ideia, sendo feita de forma contestável.

    Nota: 3/5