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    Mahoutsukai no Yome #02 – Review

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    É bom ter sua expectativa correspondida. Após o festival de elogios e boas impressões de seu piloto, cada dia do hiato semanal que separa um capítulo do outro, representava a ambivalente névoa da proximidade e, logo, o que viria consigo. Mais um episódio instigante ou, novamente, o atestado de mediocridade para desenvolver boas ideias? Pensar como é sempre mais difícil do que o quê.

    Tudo às rédeas, até aqui, ao menos. Mahoutsukai ainda se encontra em fase de estabelecimento; introdução. Nota-se que os mais de vinte minutos foram todos gastos, basicamente, em diálogos, com alguma pouca ação para aprofundar a teoria apresentada e, é claro, o cliff final, de pouca relevância e que, a meu ver, deveria ser cortado, pois demonstra a desconfiança da staff em manter a atenção do público com um simples bom roteiro, ao invés de apelar aos imponentes dragões. Quem não gosta de dragões, não é mesmo?

    Bem, apesar de agora sabermos que estas temíveis e imponentes figuras habitam o universo da obra, temos a ilustração que difere magos de feiticeiros. E se ela aconteceu, podemos crer que teremos a representação da outra raça na própria história. Tudo um tanto abstrato, entretanto. Ainda não se sabe como Elias adquiriu seu pitoresco rosto e, tampouco, o que seria uma Sleigh Beggy. Mesmo no oceano de conhecimento e ódio da internet, é um termo obscuro. Segundo o livro “A Witch’s Guide to Faery Folk: How to Work with the Elemental World“, é originária da cultura Celta e que simboliza uma subespécie de fadas – facilmente irritáveis e que emanam poder interno, segunda explanação que se aplica a Chise na cena das flores. Há um grande poder ali. Ela é especial, afinal, como dizem as fadas.

    Mas não apenas em sua misteriosa natureza se concentrou a narrativa. E sim, na expansão paulatina da diegese. O panteão de personagens se amplia e já temos noção de como funcionam as ligações de Elias – e, talvez, da sociedade mágica. Não deixa de ser divertido vermos a intervenção religiosa em ação, o que nos remete aos idos prévios ao Renascimento – como disse na review passada, não estabelecer tempo cronológico permite maior criatividade e uso de metáforas para desenvolver sua trama. Dito e feito, ao menos em conceito.

    Como serão 2 cours, nada mais justo que não se apressar imensamente no período de transição, com pitadas de humor em meio à seriedade – apesar de, como supracitado, já haver uma clara inquietação ao vermos o que deve ser um primeiro antagonista ao rei caveira. Desafiar a besta voadora representará perigo ao mago? Assim como os flashbacks de Chise, são pequenos detalhes que avançam a narrativa e exploram seus constituintes. Síntese de uma boa história, sem convenientes e abruptas revelações de última hora – até o presente momento, obviamente.

    Positivamente, a todo méritos, Mahoutsukai ganha o privilégio de receber mais 7 dias de boa ansiedade para si.