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    Os primeiros episodios de Yuru Camp (Laid-Back Camp) – Análise

    Yuru Camp, embora com bons valores de produção, não entregou tanto ao ponto de conquistar-me em um primeiro momento.

    As melhores cenas desses dois episódios sempre são as que exploram a atmosfera fria e naturalista da obra. O complemento da trilha minimalista junto a sonoridade diegética da natureza e os planos abertos ou sugestivos a trivialidade – ver cachorros latindo, o vento interagindo com a tenda –  trazem um forte senso de tranquilidade. Não é a toa a temática "acampamento", que configura-se perfeitamente ao acaso.

    Tudo isso remete também a frivolidade estética que se faz marcante na natureza outonal de Yuru Camp.

    Entretanto, se Yuru Camp contém seu brilho nesses momentos, isto contrapõe-se a sua exposição negligente. Aqui a narração feita pelo experiente Akio Ootsuka é intrusiva, a qual sempre afronta a inteligência do espectador verbalizando o que já está sendo mostrado na cena.

    O que irrita também é como o roteiro encontra soluções banais para pequenos impasses. No episodio 2 Rin só entra em contato com o grupo de acampamento por causa de uma conveniência de roteiro, Saitou encontra uma emenda – quando perguntada sobre, só reafirma que conseguiu por casualidade – para ajudar as campistas e por fim, ajuntar Rin a elas. A pergunta que fica é: como o roteirista conseguiu esses desdobramentos num anime que fornece tantas poucas chances de algo do tipo acontecer?


    As personagens refletem o aspecto ingênuo do anime. Suas motivações são sempre bobas e simples, como uma personagem querer 4 integrantes só para ter espaço para fazer aquecimento – isso nem sentido faz – . São crianças, apesar de serem no estilo japonês: "moetizadas" e independentes.

    Por fim, um começo morno. Só resta agora aguardar por mais episódios para decidir caso vale a pena ou não seguir essa jornada.

    Nota: 3.25/5